O que os profissionais dizem

Profissionais dizem que falta de fiscalização estaria por trás de desinteresse. Legislação prevê obrigatoriedade de curso e equipamentos de segurança.
Motoboys-RSAprovada em 2009, a lei federal que regulamentou a profissão de motofretista entrou em vigor no ano passado, mas poucos se adequaram no Rio Grande do Sul. Em Passo Fundo, no Norte, por exemplo, há mais de 600 motofretistas, porém só a metade está em situação regular, segundo a secretaria de transportes e serviços gerais, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grandeda RBS TV (veja o vídeo ao lado).
A lei determina que todas as pessoas que exercem a atividade passem por um curso de qualificação para o transporte de pessoas ou mercadorias. Além disso, vários itens de segurança são exigidos, como protetores de perna, capacete e colete com faixa refletora.
A justificativa para quem ainda não se adequou é a falta de fiscalização. “Eu não me adaptei ainda. A verdade é que eles ainda não estão cobrando”, admitiu o motofretista Valdomiro Quevedo.039-motoboys-rs
A Prefeitura de Passo Fundo nega. Segundo o município, em 2013 foram aproximadamente 800 abordagens, com mais de 200 infrações. Na cidade, o curso de capacitação é oferecido pelo Serviço Social de Transporte (SEST) e o  Serviço Nacional de Aprendizagem de Transporte (SENAT).
O valor do curso é de R$ 160 para 30 horas. O motofretista que quiser ficar dentro da lei precisa investir, em média, R$ 600 nos equipamentos de segurança. No entanto, em parte estabelecimentos de Passo Fundo a procura é tão baixa que alguns dos produtos só são vendidos através de encomendas. Quem não estiver adequado pode ser multado e ter a moto apreendida.