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domingo, 25 de janeiro de 2015

Para te alegrar

                

Está mensagem é para te alegrar e te dar forças para 

enfrentar esta fase, que está sendo tão difícil de encarar.


Faça de seus pensamentos a força de que está 

precisando.

Esqueça as coisas ruins e limpe a mente cultivando 

somente bons pensamentos.


Acredite no sucesso total, não imagine obstáculos na 

sua mente.



Tudo que uma pessoa é capaz de planejar, ela é capaz 

de realizar.


Tenha fé, otimismo e ação.


Sua vida só você a vive.


Portanto goste mais, acredite mais, e seja mais feliz.


Procure plantar sementes de amor e otimismo na sua 

vida e você colhera sempre maravilhosos frutos.

Eu acredito em você.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Reunir a família

Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos,
 avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável,
 a cara era de enterro.
 Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui?
 De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara.
 Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho.
 O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. 
Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, 
é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. 
Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável.
 A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. 
Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. 
Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo.
 Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço,
 uma primeira caminhada por uma nova cidade, 
uma primeira estréia em algo que nunca fiz, 
quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, 
quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo,
 a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. 
Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, 
arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. 
Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, 
sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos
, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, 
me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. 
O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho,
 menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.
 E também quero mais tempo livre .
 E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Te cuidas

A gente sai de casa para ir numa festa ou para pegar a estrada,
 e antes que a porta atrás de nós se feche,
 ouvimos a voz deles, pai e mãe: te cuida.
 A recomendação sai no automático: tchau, te cuida. 
Um lembrete amoroso: te cuida, meu filho.
 A vida anda violenta, mas a gente não dá a mínima para este "te cuida" que a gente ouve desde o primeiro passeio do colégio,
 desde o primeiro banho de piscina na casa de amigos,
 desde a primeira vez que saímos a pé sozinhos.
 Pai e mãe são os reis do "te cuida",
 e a gente mal registra, tão acostumados estamos com estes que não fazem outra coisa a não ser querer nosso bem e nos amar para todo sempre, amém.

No entanto, lembro da primeira vez em que estava apaixonada,

 me despedindo dentro do carro,
 entre beijos mais do que bons, 
com aquele que devia ser um moleque mas para mim era um homem,
 e um homem estranho, 
uma vez que não era pai, irmão, primo,
 amigo ou colega. Depois do último beijo,
 abri a porta do carro e, antes de sair, 
ouvi ele dizer com uma voz grave e sedutora: te cuida.

Me cuidarei, pode deixar. Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo.

 Me cuidarei para me tocares com suavidade,
 para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele.
 E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos,
 cuidarei para não perder a hora,
 cuidarei para não me apaixonar por outro,
 cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.

Me cuidarei ao atravessar a rua,

 me cuidarei para não pegar um resfriado,
 me cuidarei para não ficar doente.
 Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos,
 nos momentos em que você não pode cuidar de mim.

Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje. 

É de minha responsabilidade não ficar triste,
 não deixar ninguém me magoar,
 não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria. Claro que me cuido,
 nem precisava pedir.

Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.

Meses depois, terminado o namoro sem beijos de despedida,

 saio do carro trancando o choro,
 ainda que o rompimento tenha sido resolvido de comum acordo.
 Abro a porta e já estou com uma perna pra fora quando ouço, 
sem nenhuma aflição por mim, apenas consciência de que não teríamos mais notícias um do outro: te cuida. Me cuidei.
 Só chorei quando já estava dentro do elevador.

José


E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Joaquim?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão 
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

A amizade

A amizade, tal como é no fundo e em sua singeleza,
 equivale ao afeto que, 
nascendo no coração dos seres humanos, 
emancipa-se de toda mesquinhez e interesse, 
enaltecendo e enobrecendo o pensamento e o sentimento dos homens.

Não se poderia conceber a amizade se ela não fosse presidida pelo ternário simpatia-confiança-respeito,
 indispensável para nutrir o sentir que a constitui. 

Se admitimos que o ódio é movido por espíritos em discórdia que as forças do mal aproveitam para ampliar sua abominação, 
com maior convicção ainda deveremos admitir que a amizade,encarnando o espírito de solidariedade pela compreensão do afeto, pode mover forças muito mais potentes que as do mal,
 pois ela é o grande ponto de apoio sobre o qual se concentram as maiores esperanças do mundo.

É pelo signo da amizade que se unem os homens, os povos e as raças, e é sob seus auspícios que há de haver paz na Terra

Se algo existe na natureza humana que demonstre de forma mais palpável a previsão do Criador Supremo ao lhe infundir seu hálito de vida é, sem dúvida alguma,
 a propensão de todo ser racional a estender seu afeto ao semelhante,
 já que nisto, poderíamos dizer, 
se apoia a manutenção ou perpetuação da espécie humana.

 A força que a amizade infunde reciprocamente nos seres sustenta a vida através de todas as adversidades e a perpetua,
 apesar dos cataclismos que o mundo já teve de suportar.

A amizade entre os homens consegue realizar o que nenhuma outra coisa consegue, por maior que seja.

 Não seria ousado afirmar que ela é um dos poucos valores de essência superior que ainda restam no homem,
 que o elevam e dignificam, 
tornando-o generoso e humanitário.

Não se violam impunemente os preceitos naturais que tornam possível a convivência humana.

 Toda amizade sincera é presidida pelo próprio Deus; quem atraiçoa essa amizade comete, em conseqüência,
 uma inqualificável ofensa ao Supremo Juiz de nossos atos.

Embora seja certo que nem todos podem inspirar e ainda professar uma verdadeira amizade,
 por carecerem de sentimentos adequados que não desvirtuem o significado que substancia seu inegável mérito,
 ou por impedi-lo, geralmente,
 características mentais ou psicológicas adversas, 
é de todo ponto de vista admissível que possam,
 superando suas condições pessoais, alcançar a graça de uma amizade ou de muitas.

Mas uma coisa que não sabem os que destroem francas e nobres amizades é que a corrente de afeto altruísta bruscamente cortada por quem defrauda seu semelhante encontra sempre sólidos pontos de apoio no coração dos demais, 
daqueles que mais próximos estiveram dessa amizade.

Em geral, os homens esquecem em que circunstâncias nasceu esse sentimento e como foi aumentando gradualmente, até os limites do maior apreço. 

Daí também que apareça, na alma dos que o truncam sem justificativa alguma, o tão desprezível estigma da ingratidão.

Fácil será deduzir, pois, que a humanidade só deixará de existir como tal se a amizade se extinguir por completo no coração dos homens.

mordomia

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